Veja abaixo algumas dicas sobre vidros blindados (vidros de resistência balística).

 1 - O que é um vidro de resistência balística?
É um vidro laminado constituído chapas de vidro intercaladas com películas de plástico de engenharia, como polivinil butiral, poliuretano e policarbonato.
 2 - O que é SteelGlass®?
É um vidro blindado com inserto de aço. Steelglass é marca registrada da PG Products junto ao INPI - Brasil (822432684), como também uma tecnologia comprovada por ensaio balístico (EN 1063 - classe B4) na Alemanha, patenteada junto ao mesmo órgão (MU 7902225-1). No processo de blindagem, o Steelglass tem por função a eliminação do 'overlap' convencional.
 3 - Quem pode adquirir vidros de resistência balística?
Cada Mercado possui suas regras. No Brasileiro estes vidros se enquadram como produtos controlados. Atendendo a legislação, estão aptas a adquirir este tipo de vidro empresas denominadas Blindadoras e/ou de Assistência Técnica, desde que possuam autorização vigente [Certificado de Registro (CR) ou Título de Registro (TR)] expedida pelo Exército Brasileiro.
 4 - O quê contribui para assegurar a qualidade do vidro de resistência balística?
A qualidade do vidro de resistência balística decorre da soma de diferentes requisitos tácitos e expressos entre outros quanto a: a) Resistência balística: atendimento da classe de resistência balística contratada pelo cliente, reproduzindo fielmente a receita 'Composição' previamente submetida e aprovada por ensaios balísticos realizados em laboratórios reconhecidos e independentes; b) Condição ótica: transparência luminosa, grau de distorção e dupla imagem dentro dos requisitos legais e contratuais além da 'limpeza' do vidro; Brasil: Consultar ABNT NBR 16218, vinculada pela Lei 8.078 / 1990, art. 39, VIII c) Dimensões (3D): reprodução fiel das dimensões de instalação dos vidros originais, facilitando a instalação pelas blindadoras, perfeito encaixe, fechamento, deslizamento (se móveis) e vedação, facultada intercambiabilidade de vidros de modelo igual ou em caso de eventual substituição. d) Aparência: aspectos visuais, acabamento de bordas e do pacote balístico, isento de bolha, inclusão, lasca, mancha, marca, risco e sem alteração de cor; Brasil: Consultar ABNT NBR 16218 e) Durabilidade: parte invisível e imperceptível ao cliente. Decorre da obediência ao 'know-how' do fabricante, utilizando sempre matérias primas de mesma especificação e procedência, seguindo o mesmo processo, ajustes, parâmetros e tempos que consagram e diferenciam os produtos de uma marca. No caso da PG, as composições laminadas representativas dos produtos finais, são submetidas a ensaios de envelhecimento acelerado 'aging', simulando ciclos com variações extremas de temperatura (-30ºC a +80ºC) e umidade (15% a 65%), climas frio / quente, desértico seco e tropical úmido. O efeito típico da durabilidade é a 'delaminação'. f) Complementares: requisitos especiais e/ou funcionalidades desejadas pelo cliente (ex. antenas, aquecimento, cor, degradê, ...) g) Legais: atendimento das exigências regulamentares dos respectivos mercados de destino.
 5 - Vidros de resistência balística interferem na visibilidade?
Não, a visibilidade é determinada pelo porcentual de transmissão luminosa (TL %). Nas aplicações veiculares, os porcentuais mínimos são estabelecidos para os diferentes vidros em função da sua finalidade e localização na aplicação por meio de Regulamentação. Os fabricantes são obrigados a atender a legislação em vigor.
 6 - Vidros de resistência balística podem ser coloridos?
Podem. As diversas cores e tons dos vidros blindados para automóveis são: azul, verde, fumê e incolor. São produzidas a partir do uso de chapas de vidro incolor ou coloridas em conjunto com as demais camadas de materiais plásticos do “sanduíche balístico” que também podem ser incolores ou coloridos.
 7 - Que motivos podem levar um vidro de resistência balística a trincar ?
Existem basicamente três fatores: 1. Pequenos impactos (uma pedrada, por exemplo, pode deixar uma fissura que depois provoca o problema); 2. Choque térmico (causado por variações bruscas de temperatura como levar a um lava-rápido um veículo que ficou por muito tempo exposto ao sol); 3. Torção extrema na carroceria (os vidros são parte da estrutura do veículo. Assim, a falta de cuidado em lombadas, valas ou outros choques violentos podem afetar a carroceria e pressionar os vidros).
 8 - Como evitar trincas?
1. Evite trafegar atrás e muito próximo a veículos de transporte e cargas (caminhões), e atenção onde esteja ocorrendo serviço de jardinagem com cortadores, onde uma pedra pode ser arremessada contra o veículo. 2. Se os vidros estiverem quentes não permita jogar água nos vidros, evitando eventual choque térmico e conseqüente trinca. 3. Evite torções na carroceria. Lombadas e valetas não devem ser transpostas transversalmente (de lado) e sim de frente. Evite trafegar ou parar com roda(s) sobre calçadas, desníveis, guias. Mantenha os vidros fechados. Bater porta(s) com vidro parcialmente ou totalmente aberto diminui a área de apoio, cria folga(s) e pode provocar trinca no(s) vidro(s).
 9 - Como aumentar a vida útil dos vidros de resistência balística ?
Evite ao máximo deixar um veículo blindado exposto ao sol por longos períodos para evitar variações extremas de temperatura. O cuidado com vidros blindados é determinante para prolongar a durabilidade dos mesmos.
 10 - Que produtos devem ser utilizados para limpeza de vidros blindados?
Lave com pano limpo e macio, umedecido com água limpa ou álcool. Evite o uso de materiais de limpeza diferentes daqueles indicados pelo fabricante e siga sempre o que consta no Certificado de Garantia.
 11 - O que é delaminação?

A delaminação de vidros blindados é a perda de adesão entre as camadas, sendo mais frequente no  poliuretano e o policarbonato.

 

Entre os inúmeros fatores que contribuem para a delaminação, estão os diferentes coeficientes de dilatação térmica dos materiais empregados.

As variações de temperatura fazem com que a chapa de policarbonato “trabalhe” mais em relação ao vidro e ocasionem as perdas de adesão (bolhas).

 

Regra geral: quanto melhor é o processo de laminação utilizado pelo fabricante do vidro, menores são as chances de que isso ocorra. E o fabricante deve ter know-how reconhecido.

 12 - Posso colocar filme (película adesiva) nos vidros?
Não se deve colocar filmes nos vidros de resistência balística pelas seguintes razões: - diferentemente do vidro de segurança comum, o cliente pode encomendar o vidro de resistência balística colorido, que pode ocorrer por meio do material vidro e/ou por plástico interno na composição; - a instalação da película somente pode ocorrer na porção interna do vidro, ou seja, sobre outro plástico, o policarbonato; - o adesivo das películas raramente é compatível com o policarbonato, levando a uma degradação superficial do policarbonato. De acordo com o grau de ataque, este é perceptível após a remoção da película. - o calor intenso é inimigo da laminação, a película quanto mais escura mais calor absorverá e portanto maior será o aquecimento do vidro e do policarbonato, aumentando os efeitos da dilatação dos materiais e das reações químicas dos plásticos, reduzindo a vida útil do vidro como um todo. - por se tratar de opção voluntária vedada pelo fabricante, que caracteriza uso impróprio do produto, fator que em uso normal reduz a sua vida útil, a aplicação de películas implica na perda da garantia contra a delaminação.
 13 - É possível instalar somente os vidros balísticos, sem blindar a parte opaca?
Apesar de tecnicamente possível, não é recomendável. Este procedimento não pode ser considerado como blindagem, uma vez que deixaria desprotegida boa parte do habitáculo.
 14 - Vidros de resistência balística interferem no funcionamento dos sensores de chuva, crepuscular, heads-up-displays, night vision e lane departure systems, cada vez mais comuns nos automóveis?

No processo de como é feito um vidro blindado eventualmente tais sensores podem ter a sensibilidade diminuída, uma vez que o vidro de resistência balística tem espessura maior que a do vidro “comum”. Existem soluções para minimizar essa interferência, entre elas, fazer um “recorte” no bloco balístico, assim, nessa área, o vidro teria espessura próxima do vidro laminado comum.

 15 - E o funcionamento de sistemas anti-embaçante (desembaçador), descongelamento (de-frost) e antenas?
Dada a maior espessura do vidro de resistência balística esses sistemas podem eventualmente apresentar eficiência diminuída. Existem duas soluções para minimizar essa deficiência: a) Para projetos em conjunto com as montadoras (OE-equipamento original): a montadora fornece ao departamento de engenharia da fábrica do vidro de resistência balística dados como potência, impedância (resistência) e tolerâncias. Protótipos são submetidos a ensaios a fim de assegurar que o vidro atenda aos requisitos da montadora e tenha o desempenho dos sistemas de acordo com o projeto elétrico / eletrônico do veículo original. b) No caso do processo “retrofit”, busca-se reproduzir a aparência da peça original, fechar os circuitos para que o sistema elétrico / eletrônico do veículo não acuse defeito. Por não se dispor dos parâmetros originais de desempenho não há como aferir o desempenho de tais circuitos.
 16 - É a espessura que determina o nível de proteção de um vidro de resistência balística ?

A espessura do vidro blindado não é a única determinante quanto à resistência balística. Os materiais utilizados e as técnicas aplicadas pelo fabricante quando do desenvolvimento de um composto balístico é que determinam o nível de proteção.

 

Em aplicações automotivas, quanto mais leve e fino for o vidro, de resistência balística melhor. Já para uso em blindagem arquitetônica, a espessura e o peso não têm tanta relevância.

 17 - Como são classificados os vidros quanto à resistência balística?

Os vidros blindados para automóveis são classificados de acordo com os diferentes mercados de destino segundo as normas que estabelecem e classificam os níveis de resistência balística, as mais difundidas são:

 

• Brasil: ABNT NBR 15000:2005 (em revisão pela Comissão de Estudo Especial, CEE-161).

• Estados Unidos (USA): NIJ 0108.01:1985 e UL 752;

• Europa: EN 1063, VPAM 2006, BRV 2009;

• Norma ISO 16935 (aplicação na blindagem arquitetônica)

• OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte: STANAG 4569;

• Argentina: RENAR MA.02

 

 

Cada uma delas prevê diversos níveis de proteção inclusive classes abertas, ou seja, a critério do cliente. Variam também: métodos de ensaio, armas, munições, projéteis, distância, energia, velocidade, espaçamento e quantidade de disparos e o tipo do material-testemunha.

 

Consulte a Tabela nesse site para conhecer várias armas e os níveis compatíveis.

 

No Certificado de Garantia PG Products constam normas e níveis de proteção em que se enquadram os vidros de resistência balística fornecidos.

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